Ver para fazer e aprender para ensinar: prescrições pedagógicas em imagens para a Educação Física (1932-1960)

Nome: Renato Pereira Coimbra Retz
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 28/03/2018
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Amarílio Ferreira Neto Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Amarílio Ferreira Neto Orientador
Sebastião Pimentel Franco Examinador Externo
Wagner dos Santos Examinador Interno

Resumo: Analisa as imagens utilizadas como prescrições pedagógicas, veiculadas nas matérias de três periódicos, caracterizados como a impressa periódica de ensino e de técnicas da Educação Física e do Esporte (FERREIRA NETO, 2005), que estiveram em circulação entre anos de 1932 a 1960. Trata-se de um estudo histórico que assume os pressupostos teórico-metodológicos da História Cultural (CHARTIER, 1990). As fontes são as matérias com imagens dos periódicos: Revista de Educação Física (1932-1960), Revista Educação Physica (1932-1945) e Revista Brasileira de Educação Física (1944-1952). No primeiro capítulo, foram identificadas a natureza das imagens utilizadas e analisadas as intencionalidades editoriais nos seus usos e apropriações (CERTEAU, 2014). A análise evidenciou duas naturezas de imagens presentes nos três periódicos: fotografias e desenhos (ilustração antropomórfica, diagrama, croqui e charge). No segundo capítulo, foram analisados os usos que os periódicos fizeram das imagens para prescrever e orientar os movimentos corporais de cada prática compreendida como parte da Educação Física. A análise das fontes evidenciou dois modos como as imagens foram utilizadas: a) para mostrar como realizar os movimentos; e b) para apresentar uma possibilidade de realização dos movimentos. No terceiro capítulo, foram analisados como os periódicos de ensino e de técnicas da Educação Física e Esporte, no período de 1932 a 1960, utilizaram as imagens visuais para o ensino de regras, táticas esportivas e composições coreográficas. Conclui-se que os periódicos contribuíam para a formação dos professores, por se apresentarem como um repositório de fundamentos, prescrições, modelos e aconselhamentos sobre boas práticas, e, especificamente, privilegiando o contato prático dos alunos com o conteúdo: a experiência do aprender fazendo ou fazer para aprender (FERREIRA NETO et al, 2014). Também se constituíam como um grande repositório de imagens, que, como recurso pedagógico, prescreviam e orientavam a aprendizagem das mais diversas práticas que faziam parte da Educação Física, possibilitando aos professores terem em mãos um material didático de fácil acesso que os permitiam ver para fazer e aprender para ensinar.

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