Educação física, linguagem e inclusão: o hip hop como ferramenta de humanização e produção cultural de jovens e adultos com deficiência intelectual e autismo

Nome: Daiane Matheus Pessoa
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 02/07/2019
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Maria das Graças Carvalho Silva de Sá Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Ivone Martins de Oliveira Examinador Externo
José Francisco Chicon Examinador Interno
Maria das Graças Carvalho Silva de Sá Orientador

Resumo: O objetivo geral dessa pesquisa se centra em analisar as múltiplas formas de linguagem presentes em uma experiência de ensino-aprendizagem do hip hop como instrumento de humanização e de inclusão social de pessoas com deficiência intelectual e autismo. Para tanto, o estudo problematiza os diversos sentidos que a linguagem pode produzir na constituição humana desses sujeitos. Identifica e reflete sobre os processos de internalização e de produção cultural que emergem nessa experiência. Utiliza o hip hop como conteúdo de ensino, com vistas à apropriação de suas múltiplas dimensões de linguagem (grafite, DJ, MC, break, skate e basquete de rua) como instrumento de enfrentamento ao hiato presente nas relações sociais que tomam a linguagem oral como única forma de interlocução/interação social. Apoia-se na abordagem histórico-cultural, com especial destaque para as contribuições de Lev S. Vygotsky sobre a importância do contexto histórico e cultural e das interações sociais para os processos de humanização. Fundamentamo-nos também na pesquisa-ação existencial de René Barbier, em que os membros do grupo participante tornaram-se colaboradores íntimos da pesquisa, implicando-se em relação ao objeto. Participaram do estudo 25 jovens e adultos com deficiência intelectual e/ou autismo atendidos por um projeto de extensão da Universidade Federal do Espírito Santo e também seus responsáveis legais. Ademais, colaboraram com o desdobramento do estudo, de maneira coletivo-colaborativa, uma coordenadora do projeto, duas professoras, cinco bolsistas, cinco estagiários e dois voluntários do programa, constituindo o pesquisador coletivo. Os dados foram coletados por meio de diários de campo, fotografias, videogravações, grupos focais e observações captadas a partir das diferentes formas de linguagem produzidas pelos sujeitos. Todos os registros foram organizados a partir da análise categorial de conteúdos e da análise microgenética. O processo revelou que as múltiplas formas de linguagem presentes no hip hop ampliaram as possibilidades de internalização e produção do break, DJ, grafite, rap, basquete de rua e beat box, por parte dos sujeitos de nosso estudo, contribuindo para a humanização e a inclusão social. Fez-se possível problematizar os sentidos que jovens e adultos com deficiência intelectual e autismo produziram, ao possibilitar sua externalização, permitindo que outras pessoas significassem suas produções. Houve, assim, avanços na superação do hiato presente na interlocução entre sujeitos com e sem deficiência participantes da pesquisa, considerando que o percurso refinou os processos de compreensão das subjetividades via diversificação dos modos de expressão.

Palavras-chave: Linguagem. Inclusão. Deficiência Intelectual. Autismo.

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