Garimpando memórias em busca do ouro: histórias da ginástica rítmica no Espírito Santo

Nome: Franciny dos Santos Dias
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 06/09/2019
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Mauricio dos Santos de Oliveira Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Eliana de Toledo Ishibashi Examinador Externo
Kizzy Fernandes Antualpa Examinador Externo
Mauricio dos Santos de Oliveira Orientador

Resumo: A trajetória histórica da Ginástica Rítmica (GR) brasileira, é marcada pela realização dos cursos de Aperfeiçoamento Técnico-Pedagógico, na década de 1950, no estado de São Paulo (CBG, 1984; CRAUSE, 1985; ALONSO, 2011). Soares e Barros (2012) destacam a participação de professoras que se tornaram eminentes na área, através da disseminação desses cursos. Assim, observamos que a GR, previamente denominada Ginástica Moderna, foi impulsionada no Brasil, por Margareth Frölich, uma austríaca formada pela Universidade Mozarteum de Salzburg, que veio para o Brasil em 1953 e 1954, para ministrar aulas no III e IV curso de aperfeiçoamento pedagógico. Crause (1985) afirma que Margareth Frölich, foi a responsável pelo movimento renovador da libertação, conhecido como Ginástica Moderna. Durante esses cursos, a professora Margareth Frölich, contou com o apoio da professora Erica Saur, da Escola Nacional de Educação Física e Desportos (ENEFD) da Universidade do Brasil, atual Universidade Federal do Rio de Janeiro (ALONSO, 2011), que absorvendo as novas ideias, se tornou uma estudiosa na área. No mesmo período em que Margareth Frölich esteve no Brasil, a professora húngara Ilona Peuker radicou-se no país e tornou-se a principal agente da modalidade no país (CRAUSE, 1985). O trabalho de Ilona Peuker influenciou a prática nacional dessa modalidade de ginástica, tanto no âmbito educacional quanto esportivo. Ao analisarmos o contexto da GR no Espírito Santo (ES), verificamos que essa manifestação gímnica seguiu um percurso histórico próximo ao observado no âmbito nacional, ainda na década de 1950, sendo promovida, inicialmente, na cidade de Cachoeiro de Itapemirim em âmbito escolar (BATISTA,2004). Desde então, a GR espírito-santense passou por um processo contínuo de desenvolvimento tornando-se referência nacional. O estado é terra natal das ginastas Natália Gaudio, Francielly Machado e Emanuelle Lima, que representaram o Brasil na GR nos Jogos Olímpicos de 2016. Ademais, a treinadora Monika Queiroz, também capixaba, que acumula em sua trajetória, participações e resultados meritórios, como participações em olímpiadas, mundiais, Pan-americanos e outrem. Apesar do percurso longevo, aliada ao sucesso de atletas e treinadores espírito-santenses, são poucos os estudos que retrataram os aspectos históricos da modalidade no ES, dando voz aos seus protagonistas: ginastas, treinadores, árbitros e dirigentes. Nesse sentido, o objetivo desse estudo é descrever a história da GR espírito-santense, por meio de uma abordagem qualitativa. Buscando, desvelar o primórdio da modalidade, justificando desse modo, o uso de distintas nomenclaturas como: Ginástica Feminina Moderna, Ginástica Rítmica Moderna, Ginástica Rítmica Desportiva e por fim Ginástica Rítmica, nomenclatura atual, devido as modificações na modalidade advindas de sua esportivização (TOLEDO, 2010). O desnudar dessa história se dará por meio de depoimentos, dos principais contribuintes para o êxito da modalidade desde a década de 1953. Tendo como critério o pioneirismo, e precisamente, pautado nas ginastas o destaque em campeonatos nacionais e internacionais. Para esse fim, optamos pela abordagem da história oral, fazendo uso da entrevista temática, que prima, pela participação do indivíduo no tema da pesquisa (ALBERTI, 2005). Á vista disso, foram selecionados vinte depoentes, separados em cinco grupos: dirigentes, treinadores, ginastas e ex- ginastas, professoras pioneiras e equipe multidisciplinar, que irão contribuir com seus respectivos relatos.

Palavras-chave: História Oral; Ginástica Rítmica; história da Educação Física.

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